A Polícia Judiciária anunciou esta quinta-feira ter constituído 112 arguidos por suspeita de crimes de falsificação de documentos, fraude fiscal qualificada e associação criminosa que terão lesado o Estado em mais de 4,8 milhões de euros.
A investigação, que decorreu ao longo de três anos, centrou-se nas actividades de uma empresa «de fachada» que, entre 2003 e 2007, manteve relações comerciais com 127 sociedades que lhe declararam e/ou contabilizaram aquisições de serviços, num valor de facturação falsa que ascende a 16 milhões de euros, escreve a Lusa.
O prejuízo do Estado já ultrapassou a fasquia dos 4,8 milhões de euros: mais 2,9 milhões em IRC e quase dois milhões em IVA.
Entre as diligências para recolha de prova constam 59 inquirições e 53 buscas, num inquérito que tem 15 volumes e 220 apensos.
Alguns dos sujeitos passivos investigados já procederam à regularização voluntária de centenas de milhar de euros de impostos em falta.