PubliO número de imóveis vendidos em leilões mais do que duplicou em 2009 face ao ano anterior. Uma forma de escoar o ‘stock’, aplaudida pelos especialistas.
Os últimos números do malparado no crédito à habitação - mais de 1,92 mil milhões de euros - não deixam margem para dúvidas: as famílias enfrentam cada vez mais dificuldades em pagar a prestação da casa. Resultado? O número de imóveis executados pela banca disparou em 2009. Apesar de os bancos não divulgarem dados oficiais de execuções, o balanço dos leilões de imóveis penhorados prova esse forte crescimento.
As duas leiloeiras que trabalham com a banca nacional e dividem o mercado - Euro Estates e Luso-Roux - organizaram no ano passado quase o dobro dos leilões realizados em 2008 e, no conjunto, venderam quase 2.000 imóveis, mais do que duplicando face ao ano anterior. Para os especialistas contactados pelo Diário Económico, embora a adesão dos bancos aos leilões não seja a solução ideal, funciona como alternativa para ajudar a recompor os seus balanços.
Na prática, estes dados querem dizer uma coisa: os bancos estão a ficar com cada vez mais casas, na sequência da falta de pagamento dos clientes e consequente execução das penhoras, já que as casas são dadas como garantia dos empréstimos.
Publicado a 5 de Fevereiro 2010